terça-feira, 1 de junho de 2010

Artigo: Crescimento e modernização do mercado CFTV

Por Paulo Costa, diretor comercial da Seal Telecom, empresa especializada na implantação e dimensionamento de sistemas de videomonitoramento.

Vigilância em todos os níveis, do tráfego urbano ao monitoramento de operações de segurança pública, tem sido objeto de preocupação dos governos e autoridades em todo o mundo. A criminalidade crescente, denúncias e ameaças terroristas, têm aumentado a procura por circuitos fechados de televisão (CFTV). Originado do termo em inglês closed-circuit television (CCTV), nada mais é do que um sistema que distribui sinais provenientes de câmeras localizadas em locais específicos, para um ou mais pontos de visualização.



Muitos gestores municipais estão implementando a vigilância eletrônica como uma ferramenta para gerenciar o crime e ampliar o alcance da força de polícia e outros serviços de emergência. Trata-se de um desdobramento atual do velho guarda noturno, sempre atento, porém potencializando ao extremo a capacidade de vigilância em relação aos olhos humanos. Afinal, as câmeras de segurança são capazes monitorar 24 horas por dia os pontos turísticos, flagrar delitos, inibir a ação do tráfico de drogas, entre outras ocorrências, a quilômetros de distância. Em relação aos sistemas de tráfego urbano e rodoviário, os circuitos de televisão ajudam a engenharia no monitoramento e nas medidas para aliviar os engarrafamentos, assim como a reduzir infrações de trânsito por meio de identificação automática das placas.

De acordo números divulgados pela ABESE (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), com base nas vendas registradas em 2009, somente em São Paulo, são 1 milhão de câmeras de segurança instaladas em diferentes ambientes públicos, como bancos, empresas de varejo, instituições de ensino, meios de transporte, edifícios públicos, assim como nas ruas das cidades. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) também estima um crescimento nas vendas desses equipamentos em aproximadamente 70% nos próximos anos, chegando, em 2012, a cerca de US$ 500 milhões.

Contribui para o impulso deste mercado a disponibilidade hoje de soluções eficazes, com excelente relação custo X benefício. Deve-se levar em conta a necessidade de utilização de equipamentos de qualidade e com longa vida útil, principalmente em implementações em ambientes externos, onde as câmeras, por exemplo, estão em sua maioria instaladas nas ruas e sujeitas às intempéries climáticas.

Do ponto de vista tecnológico, o padrão Internet Protocol (IP) oferece mais flexibilidade e escalabilidade do que nunca nesses tipos de projeto. Suas funcionalidades intuitivas ajudam a agilizar o fluxo de trabalho nas salas de controle. Através do sistema digital para segurança e monitoramento remoto, é possível inclusive visualizar em tempo real, situações ou eventos em que necessitem de um controle mais detalhado dos acontecimentos. Tudo isso a qualquer hora e em qualquer lugar. Alguns sistemas de monitoramento IP, por exemplo, evitam problemas graças ao uso de tecnologias de reconhecimento e análise de movimentos. Além de suas facilidades de conexão através de uma rede simples Ethernet, utilizando a estrutura LAN já existente, proporcionam economia de tempo, recursos e investimentos, provendo níveis diferentes de permissão de acesso e qualidade de imagem imbatível.

Além disso, é fundamental também que os sistemas tenham recursos avançados de gerenciamento de vídeo, a fim de permitir reações rápidas e impedir incidentes. Problemas com alarmes falsos ou mesmo armazenamento de um grande volume de imagens sem movimento suspeito também comprometem a eficiência do sistema.

Em constante evolução, os sistemas de CFTV avançam tanto nos aspectos relacionados á tecnologia como em suas aplicações. Consolidado o uso em todo o mundo, principalmente em sistemas de monitoramento e segurança, a tecnologia dos circuitos internos de televisão já evoluiu e ainda será empregado em muitas áreas ainda pouco exploradas como, por exemplo, o reconhecimento facial.

Fonte: Assessoria de Imprensa